Destas
almas que caminham rumo ao aprimoramento de si
Decerto a
maioria é feliz
O tempo,
que não se poupa
Posto que
mesmo na inércia do corpo e da mente
Não para
de correr
Preenchem
com cursos
No
decurso da vida, concursos
Percurso
árduo, longo e incerto
Certa é
somente a certeza
Da
obsolescência e da incompletude
Datada e
programada
A falta é
o problema
E a
solução
Porque a
falta da falta
É a
imobilidade e a inação
E na
ação, em que a inação
É o mola
propulsora
Pois
também é a ausência
É o não
Que não
pode preencher e nem satisfazer
A não
ser com o regozijo
Que apraz
e que preenche
E
desocupa simultaneamente e retrospectivamente
Para
restituir o nada e a privação
E quem
muito tem também PRECISA estar privado
Até mais
do que a quem muito foi tirado
Como a
todos tudo falta
Nada
sobra para ser compartilhado
Espaço,
dinheiro e, sobretudo, tempo
São por
demais escassos para que se lhos repartam
E o nosso
mundo líquido é também indiferente
Insensível
e cansativo
Blasé
Basicamente.