Nas
sombras do tempo insuficiente
Ou de seu
discurso
Há muito
mais o que se apurar
Do que
sonha ou imagina
A nossa
nem sempre tão vã filosofia
É um
cada qual com o seu cada quê
E cada um
qual um planeta distante
Em
movimento de rotação em torno do eu mesmo
Sem luz
própria, promovem um sobreinvestimento na subjetividade
Nada de
sui generis, sujeitos genéricos
Saídos
de impressoras 3D da psique
Em
condições perfeitas para consumo
Em
condições perfeitas para o consumo
E o tempo
em que consomem
E que os
consome
É também
o que some
Mesmo
quando gasto numa batalha contra o consumo
Ao
consumo volta para justificar a consumação do consumo
Os
trabalhadores precarizados e alienados, tudo produzem
E,
conseguintemente , têm o direito de a tudo consumir
Igualmente
de forma precarizada e alienante
E alienada
E alienada
E
consumado o consumo
O sumiço é o supra sumo
E os
sumo sacerdotes do fetiche da mercadoria
E da
subjetividade
Adentram
o santíssimo e preparam os seus rituais
De compra
e venda
E nos
templos modernos em que
O deus
mercado tudo vê, tudo pode e tudo sabe
Zumbis do
consumismo se instalam
E somem
Dos
parques, das hortas, do chamego, do carinho,
Do afago,
do cuidado com o outro
E do
sumiço ao que importa,
Ressurgem,
aparecem
E
aparecem somente para aparecer
E por
aparecer
Pelo
menos, é o que parece.
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