Não se tratava de medo
Mas de precaução
Afinal
De canja de galinha
E prudência
Pode-se não gostar
Mas não fazem mal
É uma guerra
Não convencional
Um inimigo invisível
Nem vida própria tem
Esse vírus
Imperceptível
Quando se instala
Vira um pedaço da gente
Leva as vidas das gentes
Não sem colaboração
Que sem gente
O parasita é inerte
Não era uma luta franca
E sim um jogo de esquiva
Fingir que era uma dança
E esperar o momento certo
Não devia ser difícil
Quando para o homem
A natureza agradece
Nem era um sacrifício
Tínhamos um combinado
Nenhuma alma ceifada à toa
O exemplo do horror já víamos
Fazer nada era a boa
Quando um não quer
Vírus não fica
Contudo, quisemos
Menosprezar a vida
Em prol do quê mesmo ?
Ninguém nem sabe mais !
Um prazer suicida
Uma riqueza miúda
Que o dinheiro gordo
Não muda de mãos
Morreu de quê modo ?
Do modo de produção.
Poema é triste e belo ao mesmo tempo.
ResponderExcluir