quarta-feira, 11 de abril de 2018

Quem


Quem sou eu ?
O que é um eu ?
Metamorfose numa meta descrição
Que ao descrever, descrê e desinscreve
O eu-nós, o eu-ele, o eu-ela, o eu-eu
Numa polifonia; disputa por territórios
De voz e de fala
De emergência
Um eu-sou, um-eu seria, um eu-serei
Um eu-fui, eu pensei que era , um eu pensei que fosse
Descrição é morte e ressureição ininterruptas
O fígado de Prometeu que se regenera
Apenas para ser devorado
A pedra de Sísifo
Viajo de um “ penso que sou “ a um “ o que pensam de mim ? “
Devenho um eu reticências
Um ritornelo, retorno da capo
Uma ligadura de notas maiores e menores
Dissonantes
Passeio por eus desconexos
Um eu-torno-me-deveras-hermético
O amor fragmenta-me em contradições, paradoxos, subversões
E do amor de que tenho receio
E do amor pelo qual anseio
Sei que nele penso que penso
Logo que sei que penso que logro
Penso longe, sem lógica
Que o ser e o não ser
São caixas de lego sem instrução ou manual
Bricolagens em caminhos de bifurcações ao infinito









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