Quem
sou eu ?
O
que é um eu ?
Metamorfose
numa meta descrição
Que
ao descrever, descrê e desinscreve
O
eu-nós, o eu-ele, o eu-ela, o eu-eu
Numa
polifonia; disputa por territórios
De
voz e de fala
De
emergência
Um
eu-sou, um-eu seria, um eu-serei
Um
eu-fui, eu pensei que era , um eu pensei que fosse
Descrição
é morte e ressureição ininterruptas
O
fígado de Prometeu que se regenera
Apenas
para ser devorado
A
pedra de Sísifo
Viajo
de um “ penso que sou “ a um “ o que pensam de mim ? “
Devenho
um eu reticências
Um
ritornelo, retorno da capo
Uma
ligadura de notas maiores e menores
Dissonantes
Passeio
por eus desconexos
Um
eu-torno-me-deveras-hermético
O
amor fragmenta-me em contradições, paradoxos, subversões
E
do amor de que tenho receio
E
do amor pelo qual anseio
Sei
que nele penso que penso
Logo
que sei que penso que logro
Penso
longe, sem lógica
Que
o ser e o não ser
São
caixas de lego sem instrução ou manual
Bricolagens
em caminhos de bifurcações ao infinito
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