quarta-feira, 11 de abril de 2018

Quiçá


Como é que se vive
Na angústia que não se mede
Porque não se submete
Ao tempo
Nem ao lócus
Nem ao logos
A cruz que se carrega
Sem crucifixo
Em cruz me fixo
E fico
Oxalá o sofrimento pudesse sublimar
Nas artes, no sono
Que sonho !
Sublimar na morte
De uma vez por todas !
E o medo
Da morte não
De errar
E entrar novamente no circuito
Curto-circuitado
Que eu não curto
E esta escrita é inútil
Assaz
E o que é útil não me interessa
Boa norte para quem dorme
Boa noite para quem vive
Boa noite para quem morre
Boa noite, vizinhança !




















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