Para o sofrimento
Há sempre muito espaço
Nesta e em outras
existências
Se estas existirem
Quando espaço não há
A dor extravasa e pede
passagem
E as barragens...
As barragens não
ajudam a segurar a barra
Não barram a lama, o
barro
Os detritos tóxicos
Resultado das
escavações do corpo, da alma, da mente
Barragens para conter
dissabores
Desabam aos sabores da
maldade humana
E também ao acaso que,
por acaso,
Explica mais do que
muito explicador
E do que muita
explicação
Barrados ou não
Sofrer e fazer sofrer
Podem ser aspectos da
vida inevitáveis
Só não podem ser, não
devem ser
Gratuitos, propositais
Das grandes coisas é
difícil extrair satisfação
Ninguém muda muita
coisa em si mesmo
Muito menos muda o
mundo
Que é todo um mundo de
problemas
Insolúveis e
insuportáveis
Mas e se o combinado
for uma alegriazinha ?
Uma felicidade
despretensiosa e pequenininha ?
Pode ser que dê pé
Alexandre Marques de
Freitas
elucubracoesdesuteis.blogspot.com
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